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Porto Alegre, Sexta-feira, 18 de maio de 2012  
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Indicador Mensal do Comércio Varejista - IMCV
1. Apresentação
A Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser, em convênio com a Secretaria Estadual da Fazenda, elaborou o Indicador Mensal do Comércio Varejista (IMCV) que tem como objetivo avaliar a evolução das vendas do comércio varejista gaúcho segmentado por atividades e por três grandes regiões: Porto Alegre (POA), Região Metropolitana (RMPA), e Interior (RNMPA), além, é claro, do total para o Estado. O IMCV vem preencher uma lacuna nos indicadores conjunturais existentes para a atividade do comércio não só por segmentar seu desempenho por atividades, mas também por desagregar as vendas por regiões. Dessa forma, o IMCV permite uma melhor compreensão da evolução das vendas do comércio varejista gaúcho.

2. Metodologia
A base de cálculo do IMCV são os valores de Saídas informados nas Guias de Informação e Apuração (GIA) do ICMS, que devem ser preenchidas e entregues mensalmente por todos os estabelecimentos ativos classificados na modalidade Geral, no Cadastro da Secretaria da Fazenda - RS. A variável Saídas foi escolhida como proxy de acompanhamento das vendas do comércio varejista por apresentar uma maior aderência entre a classificação da atividade e seu valor de vendas, quando comparada com a variável Faturamento. O universo pesquisado refere-se às empresas responsáveis por aproximadamente 90% da arrecadação do ICMS da atividade, sendo, assim, um universo bastante representativo do comércio varejista gaúcho.
A informação de Saídas fornecida pela Secretaria da Fazenda está classificada segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) em nível de cinco dígitos, o que permite uma desagregação por segmentos do comércio varejista com bastante visibilidade. As atividades escolhidas obedeceram ao critério da importância relativa no total do universo para o Estado, nos anos de 1999 a 2001.
Na edição de outubro de 2002 do IMCV foi introduzida uma alteração de classificação, pois na edição anterior trabalhava-se com oito segmentos e, a partir desse mês, passa-se a trabalhar com nove. O segmento Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi subdividido em dois, sendo um deles o de Hipermercados e supermercados. Assim, pode-se fazer uma avaliação mais fina da realidade, na medida em que o antigo segmento reunia pontos de venda muito diferentes entre si e que vendiam produtos também muito diferentes. Com a nova classificação, os dois segmentos são mais homogêneos.

Veja o Quadro 1
Composição dos segmentos do Índice mensal do comércio varejista segundo a CNAE


Ao longo do tempo, a informação de Saídas dos vários segmentos pode sofrer alterações, isto é, o dado recolhido das GIAs não é estático. Isto ocorre por uma série de motivos: (a) nem todos os contribuintes entregam a GIA no prazo devido - o mês seguinte ao período de apuração do imposto -, de maneira que é bastante freqüente que um dado referente a um mês somente seja computado dois meses após; (b) pode ocorrer de uma GIA ficar em estado "rejeitado" ou "inconsistente" por um ou vários meses, passando a fazer parte da base de dados auxiliar e alterando os valores correspondentes ao período de apuração somente a partir do momento em que for corrigida; (c) também pode ocorrer de contribuintes substituírem GIAs por razões como identificação de informação prestada erroneamente ou intimação da fiscalização resultante de autuação, provocando alterações a partir do momento da correção; (d) a classificação de um contribuinte em uma determinada atividade econômica pode ser alterada mediante procedimento de atualização cadastral. Na próxima extração de dados, esse contribuinte não mais fará parte do grupo antigo, mas sim do novo grupo, em toda a série histórica.
Em função dessas alterações, os dados mais recentes normalmente estão subestimados, sendo corrigidos à medida que passa o tempo. Para amenizar esse problema, a partir da edição de outubro de 2002 do IMCV passa-se a trabalhar com a variável vendas por estabelecimento, ou vendas médias, ao invés de vendas, simplesmente. O objetivo dessa alteração é tornar mais correta a comparação entre as informações do último mês e as dos meses anteriores, tornando a série histórica mais homogênea. Testes realizados com essa mudança confirmaram sua validade.
Para cada atividade comercial (segmento), os valores correntes informados pelas empresas foram deflacionados por um índice de preço específico, tendo como base o mês de junho de 2000. Depois de obtidos os valores constantes para cada segmento, estes foram transformados em quatro tipos de índice: Base fixa, Mensal, Acumulado no ano e Acumulado em 12 meses.

Tipos de índice
Base fixa: o índice base fixa tem como referência os valores constantes relativizados ao mês de junho de 2000, ou seja, todos os valores da série foram divididos pelo valor desse mês e multiplicados por 100. A série desse índice está disponível desde janeiro de 1999.
Mensal: o índice mensal resulta da divisão do índice base fixa de um mês pelo índice do mesmo mês do ano anterior, sendo esse valor multiplicado por 100. A série desse índice está disponível desde janeiro de 2000.
Acumulado no ano: o índice acumulado no ano refere-se ao somatório dos índices base fixa de um determinado período do ano corrente dividido pelo somatório dos índices base fixa do mesmo período do ano anterior, sendo esse valor multiplicado por 100. A série desse índice está disponível desde janeiro de 2000.
Acumulado em 12 meses: o índice acumulado em 12 meses resulta do somatório dos índices base fixa dos últimos doze meses, tendo como referência o mês em curso, dividido pelo somatório dos índices base fixa dos últimos 12 meses precedentes a aqueles, sendo esse valor multiplicado por 100. Em dezembro de cada ano, os índices Acumulado no ano e o Acumulado em 12 meses, necessariamente, serão iguais. A série desse índice está disponível desde janeiro de 2001.

Através dos índices, são obtidas as taxas de crescimento apresentadas nas tabelas de divulgação do desempenho do comércio varejista do ano em curso, por período, para cada região e para cada segmento. O link "série histórica" do IMCV, na página da FEE, disponibiliza uma série completa desses índices, a partir de janeiro de 1999.

Veja o Quadro 2
Índices de preços utilizados para o deflacionamento dos segmentos do Indicador Mensal do Comércio Varejista

Veja o Quadro 3
Municípios que compõem a Região Metropolitana de Porto Alegre, segundo seu ano de ingresso


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